A mais recente pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29/9) indica empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), ambos com 42% das intenções de voto para o governo de Pernambuco. O levantamento, com 1.302 entrevistas domiciliares realizadas entre 25 e 28 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no TSE sob o protocolo PE-00324/2026.

Em relação ao levantamento anterior, de 23 de setembro, a mudança é visível: Lyra tinha 41% e Campos 39%. Agora, Campos alcança 42% enquanto Lyra avança um ponto. Os votos brancos e nulos somam 5% e os indecisos caíram para 10% — na pesquisa anterior, os dois grupos totalizavam 18% (12% indecisos e 6% brancos e nulos). O único nome além dos dois principais a pontuar foi Ivan Moraes (PSOL), com 1%.

Os números sugerem duas leituras políticas complementares. Por um lado, o crescimento de João Campos aponta para uma recomposição da disputa e sinaliza que a oposição pode ampliar sua competitividade nas próximas semanas. Por outro, a estabilização de Lyra, afinal sem avanço claro, expõe fragilidades na capacidade de aumentar distância sobre o ex-prefeito. Em linguagem de campanha: a pesquisa acende alerta para a base governista e complica a narrativa oficial de vantagem confortável.

Na simulação de segundo turno, o empate persiste, com 44% para cada um e 12% somando brancos, nulos e indecisos. Tecnicamente, o resultado mantém o cenário aberto, mas politicamente impõe consequências concretas: pressiona estratégias de mobilização, exige afinação de mensagens e pode alterar prioridades de alianças e caixa de campanha. É um retrato do momento — não uma previsão definitiva —, mas que já cobra reação de quem governa e orienta a oposição sobre onde concentrar recursos e esforços.