A nova pesquisa Quaest encomendada pela NSC coloca o governador Jorginho Mello (PL) numa posição confortável em Santa Catarina: 50% das intenções de voto na estimulada. O segundo colocado, João Rodrigues (PSD), aparece com 17%, enquanto Gelson Merisio (PSB) registra 4%. Candidatos menores somam percentuais residuais e os indecisos chegam a 16%, com 8% declarando voto em branco, nulo ou abstenção.
Os números reforçam a boa margem do gestor estadual e complicam a estratégia da oposição, que precisa converter parte relevante dos indecisos e de votos dispersos para reduzir a vantagem do PL. Nas simulações de segundo turno, Jorginho amplia vantagem: 56% contra 24% sobre Rodrigues e 63% ante Merisio, níveis que indicam dificuldade concreta para a neutralização do candidato da base governista.
No pleito para as duas vagas ao Senado, a disputa aparece mais fragmentada. Esperidião Amin (PP) lidera a soma dos votos com 19%, seguido por Carlos Bolsonaro (PL) com 16% — tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Carol de Toni (PL) surge com 12% e Décio Lima (PT) com 9%. O levantamento aponta alto volume de indecisos (23%) e 11% que dizem votar em branco ou nulo, o que mantém a corrida aberta e sujeita a variações na reta final.
A pesquisa ouviu 804 eleitores com 95% de confiança e margem de erro de três pontos percentuais, registrada na Justiça Eleitoral (SC-00517/2026 e BR-07160/2026). Os números representam um retrato do momento: confirmam força do governador e impõem pressão sobre a oposição para reorientar estratégias e capitalizar eleitores indecisos, sobretudo na disputa ao Senado, onde a volatilidade ainda pode decidir vagas.