A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21), aponta o presidente Lula (PT) com 37% das intenções de voto no primeiro turno e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 33%. O levantamento, realizado entre 17 e 20 de setembro com 2.004 entrevistados, tem margem de erro de dois pontos percentuais e foi registrado no TSE sob o número BR-06004/2026. Outros nomes aparecem numericamente menores: Augusto Cury (Avante) com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) 4%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 1%.

Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 14 de setembro, o quadro mostra pequena oscilação: Lula subiu um ponto e Flávio ganhou dois pontos percentuais, enquanto Cury recuou. A Quaest também identifica quais candidatos tendem a transferir votos: Cury, Renan e Caiado ajudam mais a hipótese de voto em Flávio do que em Lula. O levantamento registra ainda que 79% dos eleitores dizem ter decisão definitiva, contra 21% que admitem mudar o voto — uma fatia relevante no contexto de campanha.

A simulação de segundo turno revela empate técnico: Flávio aparece com 42% e Lula com 41%. Considerando a margem de erro, os resultados colocam a disputa em situação de equilíbrio e acendem alerta para ambos os lados. Para o presidente, a liderança no primeiro turno é estreita e complica a narrativa oficial sobre vantagem consolidada; para o candidato do PL, a subida reforça uma trajetória de crescimento, mas a elevada rejeição pode limitar seu teto eleitoral.

O índice de rejeição é outro elemento político-chave: 56% dos entrevistados dizem não votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 55% rechaçam Lula. Esses números reforçam o sinal de alerta para 2026 — ambos têm base de votos considerável, mas enfrentam obstáculos importantes para ampliar suporte além de seus núcleos. A pesquisa, contratada pela Globo e O Globo e divulgada pouco depois da sessão do STF que debateu o caso envolvendo o Banco Master, aponta um retrato do momento, não uma previsão. Em campo prático, os resultados pressionam campanhas a reduzir rejeição, abraçar indecisos e transformar transferência de votos em alianças eleitorais capazes de transformar empate técnico em vantagem clara.

Registro técnico: 2.004 entrevistas, 17 a 20 de setembro, margem de erro de ±2 pontos, BR-06004/2026. O levantamento oferece um termômetro imediato da corrida, com implicações para estratégia, arrecadação e discurso dos candidatos nas próximas semanas.