A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra o senador Sergio Moro (PL) na liderança da corrida ao governo do Paraná. No cenário com seis pré-candidatos, Moro aparece com 35% das intenções, seguido por Requião Filho (PDT) com 18% e Rafael Greca (MDB) com 15%. Em um recorte com menos nomes, a vantagem de Moro sobe para 42% contra 24% de Requião. O levantamento registra também 17% a 18% de indecisos e entre 7% e 9% de eleitores que declaram voto branco, nulo ou abstenção.

As simulações de segundo turno reforçam a dominância do senador: contra Requião Filho, Moro vence por 49% a 30%; contra Greca, 44% a 29%; e contra Sandro Alex (PSD), 51% a 15%. Esse desempenho indica capacidade do candidato de manter vantagem diante de perfis variados e força o campo adversário a repensar estratégia e alianças para reduzir o fosso antes do fechamento de chapas.

O levantamento também traz sinais contraditórios para os protagonistas locais. Requião Filho lidera em rejeição, com 47%, enquanto Moro tem 37% e Greca 33% — números que limitam a margem de crescimento de cada um. Há ainda um componente institucional relevante: 64% dos entrevistados dizem que o atual governador Ratinho Junior (PSD) merece eleger o sucessor que indicar, mas 44% afirmam preferir um candidato independente, fora das ligações diretas com Lula ou Bolsonaro. Ou seja: há espaço para a influência do governador, mas a preferência por independência pode reduzir o efeito automático de uma indicação.

Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para o jogo local: consolida Moro como principal referência competitiva, cria um desafio para nomes com alto índice de rejeição e expõe a contradição entre o poder formal de Ratinho Junior e o desejo do eleitor por autonomia. Os dados, coletados entre 21 e 25 de abril com 1.104 entrevistas e margem de erro de três pontos percentuais, retratam um momento — não uma previsão definitiva — e indicam que a sucessão no Paraná seguirá sendo disputada tanto nas urnas quanto no tabuleiro das alianças.