A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira confirma um quadro competitivo para o governo do Pará. No primeiro turno, Daniel Santos (PSB) aparece com 22% das intenções e Hana Ghassan (MDB) com 19%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão em empate técnico, o que coloca a disputa em patamar aberto e sujeito a oscilações durante a campanha.
O levantamento também expõe um eleitorado volátil: 30% dos entrevistados disseram estar indecisos e 13% manifestaram intenção de votar branco, anular ou não comparecer às urnas. Em eventual segundo turno, Daniel soma 24% e Hana 22%, enquanto 33% se declaram sem escolha definida ou optam por voto nulo/branco, reforçando o caráter imprevisível da corrida.
Os números indicam espaço significativo para reconfiguração. Uma alta parcela de eleitores ainda está disponível para ser mobilizada, o que torna a gestão de imagem, alianças e recursos de campanha decisiva nas próximas semanas. Para o candidato em vantagem nominal, a tarefa é converter indecisos em votos efetivos; para a adversária, é transformar a proximidade estatística em narrativa de recuperação e governabilidade.
O levantamento traz outro dado relevante para o tabuleiro político: a avaliação da gestão estadual aparece com 63% de aprovação (27% desaprovam). Essa combinação — aprovação relativa do governo e empate entre candidatos — sugere que a transferência automática de apoio entre figuras e siglas não é dada. Campanhas terão de enfrentar a desconexão entre avaliação de governo e intenção de voto, sem confiar apenas em índices de popularidade.
A pesquisa ouviu 900 eleitores entre 21 e 25 de abril e segue normas do TSE, com margem de erro de três pontos percentuais. Como toda sondagem, trata-se de um retrato momentâneo: aponta riscos e oportunidades para ambos os lados, mas não define resultado final. O quadro aberto impõe pressão sobre estratégias e alianças, sobretudo em um cenário com altas parcelas de indecisos e votos potenciais de retirada.