A Quaest Pesquisas divulgará na próxima quarta-feira (15/7) um novo levantamento sobre a corrida presidencial de 2026 registrado na Justiça Eleitoral (BR-07181/2026). Contratada pelo Banco Genial, a pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre 10 e 13 de julho. O custo declarado é de R$ 433.255,92; a margem de erro anunciada é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas presencialmente, em domicílios, por profissionais treinados que utilizaram questionários eletrônicos.
O desenho amostral busca representar eleitores a partir dos 16 anos, com sorteio probabilístico de municípios e setores censitários do IBGE e seleção de entrevistados por sexo, idade, renda e escolaridade. Segundo o registro, 53% da amostra são mulheres e 47% homens; por faixa etária, 32% têm entre 16 e 34 anos, 45% entre 35 e 59, e 23% têm 60 anos ou mais. A pesquisa considera ainda três faixas de renda e níveis de instrução, elementos que reforçam a tentativa de captar a diversidade do eleitorado, condicionada, porém, às limitações do recorte temporal.
O questionário vai além da intenção de voto espontânea e estimulada: mede grau de conhecimento e potencial de voto para diferentes pré-candidatos, testa cenários de primeiro e segundo turno e inclui perguntas sobre quem os eleitores acham com mais chances de vencer. Há também bloco sobre avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (ótimo, bom, regular, ruim, péssimo), e sobre temas centrais do debate público — políticas econômicas, relações internacionais, investigações envolvendo agentes públicos — além de consumo de informações políticas e interesse pela campanha.
Do ponto de vista político, o levantamento tem importância dupla: por um lado, a amplitude da amostra e o método presencial concedem densidade ao retrato momentâneo; por outro, trata-se de um instantâneo que não prevê desdobramentos posteriores. Os números, quando divulgados, vão sinalizar pressões e espaços de manobra — por exemplo, indicariam se a oposição tem margem para consolidar candidaturas viáveis ou se o governo recupera aprovação. Em termos práticos, dados sobre conhecimento, rejeição e cenários de segundo turno poderão orientar decisões estratégicas de partidos, pré-candidatos e articuladores, ampliando pressão por ajustes de mensagem, alianças e agenda para 2026. Será, acima de tudo, mais um termômetro para uma disputa que ainda será moldada por eventos e dinâmica eleitoral.