O Instituto Quaest divulga nesta quarta-feira (23/9) um novo levantamento sobre a disputa presidencial de 2026 com foco explícito: avaliar se a crise no Supremo Tribunal Federal — em especial a sessão extraordinária que discutiu o suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o chamado Caso Master — tem efeito direto sobre a escolha do eleitor. Os resultados serão publicados no site do Correio assim que liberados.
O levantamento teve campo entre quinta (17/9) e domingo (20/9), com 2.400 entrevistas presenciais em domicílio, e está registrado no TSE sob o número BR-06004/2026. A metodologia prevê questionamento espontâneo inicial, seguida por cenário estimulado com 13 nomes e perguntas sobre conhecimento, potencial de voto, rejeição e se a escolha é definitiva. Haverá ainda itens específicos para aferir se o eleitor tomou ciência da sessão extraordinária e se o episódio reforça, faz reconsiderar ou não influencia o voto.
A pesquisa volta a colocar Lula e Flávio face a face em simulação de segundo turno — e chega após a mostra anterior, de 14/9, em que Flávio apareceu numericamente à frente de Lula (42% a 40%) em cenário que ficou em empate técnico, dada a margem de erro de 2 pontos. Na última rodada a Quaest também mostrou Lula em 41% contra 39% de Ronaldo Caiado; 41% a 38% contra Renan Santos; 45% a 33% contra Romeu Zema; e 38% a 36% ante Augusto Cury. No primeiro turno da mostra anterior, Lula tinha 36% ante 31% do bolsonarista.
Do ponto de vista político, o levantamento acende alerta para governo e oposição: se a amostra confirmar que o episódio no STF leva eleitores a reconsiderar votos, a crise pode complicar a narrativa governista e oferecer oportunidade de impulso para adversários. Ao mesmo tempo, os números até aqui continuam um retrato do momento, não uma previsão definitiva. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a pesquisa chega a duas semanas da eleição e pode influenciar ajustes de estratégia, mensagens de campanha e a pressão sobre aliados e instituições — especialmente se a capitalização eleitoral da crise se confirmar. Os dados serão divulgados integralmente no Correio.