A pesquisa Quaest divulgada na noite do feriado da Independência é a primeira com todas as entrevistas realizadas após o acirramento da crise institucional no Supremo Tribunal Federal entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O levantamento aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial para o primeiro turno, com 36% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL).

Em comparação com a sondagem anterior do próprio instituto, a variação é dentro da margem de erro: Lula oscilou de 37% para 36% e Flávio de 30% para 29%, movimentações de um ponto que não alteram a fotografia do momento. Augusto Cury (Avante) recuou para 8%, queda de dois pontos em relação à semana passada, reduzindo a já limitada margem de crescimento de uma terceira via.

No cenário de segundo turno, a pesquisa mostra empate técnico entre Lula e Flávio, com 41% para cada um — número idêntico ao empate numérico da rodada anterior. Outros confrontos testados apresentam pequenas variações: Lula tem desempenho estável contra nomes como Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, com diferenças que, novamente, se mantêm dentro da margem de erro.

Do ponto de vista político, o resultado transmite duas mensagens claras: a base de apoio de Lula permanece relativamente consolidada, enquanto Flávio mantém capacidade competitiva que o deixa em posição de pressão para a disputa. A queda de Cury sinaliza dificuldade da terceira via em ganhar tração imediata; para ambos os polos tradicionais, o empate no segundo turno reforça a necessidade de afinar estratégias de mobilização e narrativa nas próximas semanas.

Tecnicamente, a Quaest ouviu 2.004 eleitores entre quinta (3/6) e domingo (6/6). A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01720/2026. Trata-se de um retrato do momento — informativo sobre a dinâmica política atual, mas não uma previsão definitiva do resultado eleitoral.