A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23/9) mantém o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente da corrida em São Paulo: 44% das intenções de voto contra 27% de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno. Na rodada anterior, de 8 de setembro, Tarcísio marcava 42% e Haddad 27%. A oscilação de dois pontos do governador está dentro da margem de erro declarada pelo levantamento (2 pontos para mais ou para menos).
O panorama numérico confirma duas realidades políticas claras: Tarcísio preserva uma vantagem consistente sobre o principal adversário, mas permanece distante dos 50% necessários para encerrar a disputa já no primeiro turno. Do outro lado, Haddad não apresenta avanço nas amostras comparadas, o que acende a necessidade de uma estratégia mais agressiva para transferir intenções de voto do campo da oposição e reduzir o fosso numérico.
O levantamento também mostra dispersão entre candidaturas menores — Policial Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB) e Izadora Dias (PCO) aparecem com 1% cada — e uma parcela relevante de votos em branco, nulos ou daqueles que afirmam que não vão votar (14%). Os indecisos recuaram de 14% para 11%, sinal que parte do eleitorado já foi atraída pelas campanhas, mas que ainda resta um universo capaz de alterar cenários em um segundo momento.
A pesquisa ouviu 1.800 eleitores com 16 anos ou mais entre 19 e 22 de setembro e foi encomendada pela Globo (registro na Justiça Eleitoral SP-02456/2026). Um detalhe prático do levantamento foi a inclusão, na lista apresentada aos entrevistados, da candidata Policial Edjane, mesmo com seu registro indeferido pelo TRE-SP em 18 de setembro — fato que pode ter pequena influência na distribuição dos votos de menor monta. Para as campanhas, os números reforçam que Tarcísio tem capital eleitoral, mas que não pode descuidar da mobilização; já Haddad enfrenta o desafio de converter estabilidade em crescimento real antes do fechamento das zonas decisivas.