A primeira pesquisa Genial/Quaest deste ano sobre o governo de São Paulo coloca o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como favorito, com vantagem consistente em todos os cenários testados. No primeiro cenário, Tarcísio aparece com 38% das intenções de voto contra 26% de Fernando Haddad (PT). Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) ficam com 5% cada, e brancos, nulos ou abstenções somam 13%, igual ao percentual de indecisos.
Em uma simulação sem Paulo Serra, a liderança do atual governador se amplia: Tarcísio chega a 40% e Haddad a 28%, com Kataguiri mantendo 5%. A projeção para um eventual segundo turno mostra Tarcísio com 49% contra 32% do petista; indecisos somam 8% e 11% dizem que votariam em branco, nulo ou não compareceriam. O levantamento ouviu 1.650 eleitores entre 23 e 27 de abril, por meio de entrevistas presenciais, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi financiada pelo Banco Genial e registrada no TSE (SP-03583/2026).
Os números têm efeitos políticos claros: a vantagem no primeiro turno e a folga no segundo turno reduzem as janelas de recuperação da oposição e acendem alerta para adversários que dependem de consolidação de votos em torno de um nome alternativo. Para a campanha de Haddad, a pesquisa complica a narrativa de virada e exige recalibragem de estratégia; para o governador, a vantagem reforça a condição de favorito, mas não elimina o desafio de converter intenção em votos diante do alto percentual de brancos, nulos e indecisos.
Do ponto de vista eleitoral, o resultado consolida Tarcísio como ator central na disputa pelo Bandeirantes e pressiona aliados e adversários a ajustarem prioridades e mensagens. É também um retrato do momento, não uma previsão definitiva: mudanças de cenário, articulações políticas e dinâmica de campanha ainda podem alterar a trajetória até as urnas.