A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece na liderança da corrida pelo governo de Pernambuco no primeiro cenário testado pela pesquisa Genial/Quaest, com 43% das intenções de voto, contra 37% de João Campos (PSB). Os dois nomes concentram a maior parte das preferências: Camila Falcão (UP), Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) aparecem com 1% cada. Indecisos somam 11% e 6% declaram voto em branco, nulo ou que não irão votar.
Em simulação de segundo turno, Raquel mantém vantagem e chega a 45% contra 39% de João Campos; brancos, nulos e abstenções alcançam 8%, mesmo percentual dos eleitores indecisos no confronto direto. Embora a margem entre os dois seja inferior a dez pontos, o levantamento sinaliza consolidação de vantagem para a governadora, enquanto a existência de eleitores ainda suscetíveis — 41% dizem que a escolha pode mudar — preserva um grau relevante de incerteza.
A pesquisa foi feita entre 22 e 26 de julho, com 900 entrevistas presenciais em domicílios de eleitores com 16 anos ou mais no estado. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os números representam um retrato do momento e não uma previsão definitiva do resultado eleitoral.
Do ponto de vista político, o levantamento acende alerta para o PSB: a diferença sustentada no primeiro e no segundo turno complica a narrativa da recuperação e impõe necessidade de ajustes na estratégia de campanha de João Campos e de seus aliados. Para Raquel Lyra, a liderança reduz a hipótese de cenário aberto, mas não a elimina — sobretudo porque mais de um em cada dez eleitores está indeciso e 41% admitem mudar de opinião. Em linha com a postura editorial de rigor, o dado principal é concreto: a disputa fica mais favorável à reeleição, mas a fluidez do eleitorado exige reação coordenada de ambos os lados e pode pressionar alianças e recursos de campanha nos próximos meses.