A campanha da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), negou nesta semana as acusações de suposto uso da máquina pública para produzir e espalhar notícias falsas e anunciou que levará o caso à Justiça. A reação ocorre após reportagem da Record que levantou suspeitas sobre uma estrutura estatal dedicada à produção de conteúdos contra adversários no período eleitoral.
Em nota, os aliados de Lyra qualificaram as alegações como tentativa do PSB de substituir o debate programático por denúncias que, segundo a campanha, não estariam acompanhadas de provas. O grupo afirmou ter mobilizado advogados para responsabilizar judicialmente os responsáveis pela divulgação do que define como mentiras e ressaltou que a governadora determinou a exoneração imediata de um servidor envolvido e a abertura de apuração interna.
A troca de acusações aumenta a temperatura da disputa em Pernambuco às vésperas do pleito, com impacto direto na narrativa pública das campanhas. A reportagem vincula a suposta atuação à produção de ataques contra o candidato do PSB, João Campos, o que torna o caso politicamente sensível e sujeito a ampla exploração por ambos os lados enquanto o eleitor forma opinião.
Mesmo rejeitando as imputações, a defesa de Raquel Lyra aposta na via judicial para tentar estancar o desgaste e sinalizar resposta institucional. A movimentação abre dois caminhos políticos: se as suspeitas forem comprovadas, haveria custo direto para o governo; se as acusações não se sustentarem, os autores podem enfrentar ações por difamação — mas, até que haja apuração, o episódio tende a permanecer como tema de campanha e instrumento de pressão entre as forças locais.