A Real Time Big Data divulga nesta quinta-feira a sua última pesquisa de intenção de voto para a Presidência antes do primeiro turno de 2026. O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre 26 e 30 de setembro e chega ao público três dias antes da votação, oferecendo o retrato mais atualizado da reta final da campanha.

Segundo a ficha técnica, a aplicação usou metodologia mista — entrevistadores humanos combinados com recursos de inteligência artificial — e foi feita por abordagens telefônicas e digitais. O estudo declara nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de aproximadamente dois pontos percentuais; a estatística responsável é Isabela Zara Cremoneze, e o custo reportado foi de R$30 mil.

O momento de divulgação torna a pesquisa relevante: números publicados tão perto do pleito influenciam a narrativa jornalística e geram material político imediato para campanhas e aliados. Ao mesmo tempo, a mistura de coleta humana e automatizada impõe uma necessidade maior de transparência sobre amostragem, controle de qualidade e tratamento de respostas.

Mais do que um prognóstico, o levantamento deve ser lido como um termômetro da disputa na reta final. Dependendo dos resultados, a pesquisa pode acender alerta para candidaturas em queda, forçar mudanças de última hora nas estratégias ou reforçar narrativas já consolidadas — efeitos cujo peso será medido nas 72 horas que restam até o primeiro turno.