A pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5/5) colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno: 44% a 43%. Apesar da vantagem de um ponto percentual, a margem de erro do levantamento — dois pontos para mais ou para menos — transforma o resultado em empate técnico e impede conclusões definitivas sobre a preferência do eleitorado.
O levantamento também testou outros adversários: Lula aparece tecnicamente empatado com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por 43% a 42%, e com o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo), por 43% a 39%. A parcela de votos brancos e nulos varia entre 9% e 11% nos diferentes cenários; os indecisos oscilam entre 6% e 7%. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre 2 e 4 de maio de 2026 e está registrada no TSE sob o número BR-03627/2026.
Do ponto de vista político, o resultado acende um sinal de alerta para o governo: a liderança numérica de um candidato do núcleo bolsonarista, mesmo dentro da margem de erro, aponta para desgaste e reduz margem de manobra na construção da narrativa para 2026. Para a oposição, o dado reforça a viabilidade eleitoral e pressiona por manutenção da mobilização e pela capitalização de votos entre indecisos e abstencionistas.
Há ainda um fator de incerteza relevante: a expressiva fatia de eleitores que declara voto branco, nulo ou que não respondeu amplia a volatilidade do quadro. Pesquisas como esta são retratos do momento, não previsões, mas indicam que o cenário eleitoral segue competitivo e que mudanças de estratégia, alianças ou mobilização nas próximas semanas podem alterar significativamente a corrida.