O ex-candidato Renan Santos (Missão) publicou nas redes sociais um vídeo em que acusa deputados do PL de priorizarem encenações e posturas ideológicas em detrimento do trabalho legislativo. Na gravação, Santos dirige perguntas aos eleitores que votaram no número 22 e sustenta que a ênfase em temas performáticos teria servido para cobrir falta de atuação concreta em Brasília.
Para dar base às críticas, o vídeo menciona nominalmente três parlamentares e atribui a cada um falhas de produtividade: Pavanato é apontado por nunca ter apresentado iniciativa útil na Câmara Municipal; Nikolas, segundo a gravação, não teria aprovado projetos na Câmara dos Deputados; e Campopiano é acusado de reproduzir textos de outras cidades, sem adaptação. As afirmações foram apresentadas como avaliação da atuação parlamentar e não estão, no material-base, acompanhadas de respostas dos citados.
O episódio tem potencial político imediato: ao expor alegadas lacunas de produtividade, a peça pública reforça um quadro de questionamento sobre a efetividade de parte da bancada do PL e acende alerta sobre custo político para o partido. A declaração final direcionada aos eleitores — de que quem escolheu esses representantes não deve reclamar de falta de trabalho ou do aumento de impostos — amplia a dimensão eleitoral da crítica e pode alimentar debate sobre prestação de contas e responsabilidade fiscal.
Em termos institucionais, a iniciativa de Santos tende a movimentar redes e provocar pedidos de explicações, seja por adversários, seja por eleitores insatisfeitos. Se a denúncia ganhar tração, o PL terá de enfrentar não apenas o conteúdo das acusações, mas também a narrativa de que parte de sua bancada privilegia espetáculo político em vez de resultados legislativos.