O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) anunciou nesta terça‑feira que, se eleito, indicará Amanda Vettorazzo (União) para chefiar a Secretaria‑Geral da Presidência da República. O anúncio foi feito em entrevista em frente a uma delegacia no centro de São Paulo, depois que a vereadora relatou ter sofrido uma tentativa de suborno.
Segundo Amanda, um homem ofereceu R$ 6 milhões para que ela favorecesse um contrato de fornecimento de tecnologia à Guarda Civil Metropolitana (GCM). Ela relata ter dado voz de prisão ao suspeito, que foi levado ao 1º Distrito Policial. Renan elogiou a postura da vereadora, destacando a coragem dela diante do episódio.
Amanda Vettorazzo foi eleita vereadora de São Paulo em 2024 com mais de 40 mil votos e presidiu em abril de 2026 a Comissão Extraordinária de Segurança Pública. Conhecida por posicionamento de direita, ela defende pautas ligadas à segurança pública, cidades inteligentes, desburocratização e proteção animal. Sua trajetória também inclui episódios polêmicos, como a entrega de um diploma simbólico a um ex‑ministro e o projeto apelidado de "Lei Anti‑Oruam".
A indicação, ainda condicionada à vitória de Renan, tem impacto político objetivo: reforça a aproximação com o União Brasil e sinaliza prioridade à agenda de segurança e tecnologia. Ao mesmo tempo, mistura de equipe de campanha com potenciais cargos de governo e o episódio do suposto suborno ampliam o escrutínio público sobre compras e interlocução com a GCM — fatores que podem acender alerta para aliados e adversários e complicar a narrativa do novo governo sobre governança e transparência.