O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) confirmou nesta quarta-feira (1º/6), em Caxias do Sul (RS), o tenente‑coronel Aroldo Medina como companheiro de chapa. Reservista da Brigada Militar gaúcha, Medina, 62 anos, é jornalista com pós‑graduação em Segurança Pública e especialização em Defesa Civil. Entre as propostas que apresentou estão maior transparência na execução de emendas, combate ao crime organizado, reforço da segurança de fronteiras e reestruturação da Defesa Civil.
Até o anúncio, Medina era apontado como a aposta do Missão para uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul. Ele acumula seis campanhas eleitorais desde 2002 e disputou cargos por siglas distintas; em 2024 foi candidato a vereador em Porto Alegre pelo PL. Na prestação de contas à Justiça Eleitoral declarou patrimônio de R$ 1,3 milhão, dado que passa a integrar a nova exposição pública do nome na corrida presidencial.
A escolha sinaliza um claro reposicionamento temático da campanha: ao escalar um nome de perfil militar e técnico, Renan busca consolidar apelo junto ao eleitor preocupado com segurança e ordem — um recorte estratégico da base conservadora. Ao mesmo tempo, a saída de Medina da corrida pelo Senado implica recalibrar a presença do Missão no eleitorado gaúcho, justamente quando faltam cerca de 30 dias para as convenções partidárias.
No tabuleiro nacional, o anúncio coloca Renan ao lado de outros presidenciáveis que já oficializaram vices — Lula e Ronaldo Caiado também confirmaram companheiros — enquanto Flávio Bolsonaro e Romeu Zema permanecem sem definição. A escolha pode agregar disciplina temática e alguma capilaridade regional, mas também limita a capacidade de diálogo com eleitores de centro, exigindo do Missão uma estratégia clara para ampliar alianças antes das convenções.