Uma decisão do ministro Dias Toffoli, relator do registro de candidatura no STF e no TSE, determinou nesta semana a suspensão das ações de campanha de Renan Santos na internet, o bloqueio de repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a proibição de participação do candidato em debates, entrevistas e podcasts. A medida provocou repercussão imediata na corrida eleitoral e já virou alvo de recurso.
O fundamento da decisão foi a ausência de registro prévio de sites, blogs e páginas destinadas à campanha: o uso de 16 perfis, informado ao TSE com atraso de 12 dias, teria prejudicado a fiscalização. Toffoli citou expressão de "omissão estratégica" e apontou que um dos perfis alcançava 2,4 milhões de seguidores, o que, segundo o magistrado, pode ter criado vantagem indevida e inviabilizado a fiscalização preventiva.
Renan Santos reagiu em vídeo e em entrevista coletiva, classificando a decisão como perseguição por críticas ao sistema e prometendo ingressar com habeas corpus para permanecer na disputa. O advogado do candidato, Arthur Rollo, sustentou que a determinação é ilegal e inédita em sua experiência profissional. A defesa anunciou recurso ao plenário do TSE, o que levará o caso a novo exame institucional.
Além do efeito imediato sobre a visibilidade e os recursos da campanha, a decisão cria risco político: limitações de presença em meios digitais e debates reduzem a capacidade do candidato de se consolidar entre eleitores e reforçam a narrativa de desgaste. Nas redes, o senador Flávio Bolsonaro pediu restabelecimento da candidatura e falou em censura — uma repercussão que amplia a polarização em torno do tema enquanto aguarda-se o julgamento no plenário.