Durante a etapa de perguntas do debate promovido pela Band, o candidato Renan Santos (Missão) pediu aos eleitores que não confiem em promessas sobre a chamada escala 6x1 feitas por adversários, citando Lula e Erika Hilton. Segundo ele, propostas que anunciam menos horas de trabalho e ganhos maiores podem reduzir a oferta de emprego e ampliar a dependência de programas assistenciais.
Na manifestação, Renan afirmou que o país vive um quadro econômico preocupante e defendeu reformas para aumentar competitividade: mudança na legislação trabalhista, facilitação das contratações e redução da carga tributária. Também atacou adversários políticos, alegando que parte das lideranças prioriza benefícios eleitorais em vez de reformas estruturais.
A aposta do candidato é clara: transformar a discussão sobre a escala 6x1 em bandeira contra o que chama de assistencialismo que desestimula o trabalho. Politicamente, a estratégia busca mobilizar eleitores com discurso de responsabilidade fiscal e demanda por leis que favoreçam o mercado de trabalho — mas imprime tom duro que tende a polarizar o debate público.
A intervenção de Renan deve elevar o custo político da pauta da escala 6x1 e forçar respostas dos defensores da proposta, além de deslocar a conversa para emprego e legislação. Cabe ao eleitor e à imprensa checar como as propostas se traduzem em resultado prático para o mercado de trabalho antes de aceitá-las como solução.