O candidato à Presidência Renan Santos realizou coletiva em Brasília após o ministro Dias Toffoli, do STF, determinar a suspensão de sua candidatura. Santos classificou a medida como injustificada e afirmou que a decisão não encontra respaldo político ou jurídico suficiente para impedir sua participação no processo eleitoral.

Na entrevista, o candidato atribuiu as irregularidades em cadastros de redes sociais a alterações no sistema do TSE, argumentando que o problema atingiu outras candidaturas e que a alegação de que suas páginas teriam continuado a ser recomendadas não se sustenta. Ele apresentou imagens e registros impressos que, segundo sua equipe, podem estar relacionados à deliberação judicial, e defendeu que se tratam de fatos, não de conjecturas.

A defesa anunciou o ingresso imediato de um mandado de segurança contra as três decisões que restringiram atos da campanha. O advogado responsável sustenta que a medida impede participação em debates e sabatinas de candidatos com registro ainda não julgado, citando o artigo 16-A da Lei das Eleições, e classifica o bloqueio como uma forma de censura que pode causar prejuízo irreversível a uma candidatura com poucos recursos.

Além da disputa jurídica, o caso tem impacto político e institucional: a suspensão levanta questões sobre os limites da intervenção judicial no calendário eleitoral e sobre o efeito prático de decisões liminares que retiram candidatos do debate público por dias. Renan afirma que vai recorrer de imediato, mas reconhece incerteza sobre o futuro da campanha caso as medidas não sejam revertidas.