O Republicanos avalia internamente que o senador Cleitinho Azevedo deve desistir da disputa pelo governo de Minas Gerais e migrar apoio a uma eventual candidatura de Marcelo Aro (PP). Embora lidere pesquisas de intenção de voto, Cleitinho nunca confirmou oficialmente a postulação ao Palácio Tiradentes e faltou à convenção estadual do partido, evento em que a legenda esperava uma definição. A ausência ocorreu uma semana após o falecimento do irmão do parlamentar, Matheus Azevedo.
A eventual renúncia põe o Republicanos diante de um dilema político: preservar unidade e influência no palanque ou manter candidatura própria que se beneficiaria do desempenho nas sondagens. O movimento de apoio a Marcelo Aro, ainda sem confirmação pública de que disputará o governo, tende a recompor forças entre aliados, mas também expõe fragilidade na costura de uma alternativa competitiva ao governador Mateus Simões (PSD) e ao candidato do PT, Patrus Ananias.
Marcelo Aro chega ao centro das especulações depois de ser cogitado inicialmente para o Senado; a mudança de foco indica reavaliação estratégica do campo oposicionista. Aro terá pela frente adversários consolidados para a vaga no Senado — como Marília Campos (PT), Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD) —, e, caso confirme o projeto ao governo, precisará enfrentar resistências dentro de sua base política e o desafio de construir palanque competitivo em curto prazo.
Do ponto de vista institucional e eleitoral, a indefinição de Cleitinho e a movimentação em torno de Aro ampliam a incerteza sobre alianças em Minas. Para o Republicanos, a decisão definirá não só a estratégia local, mas também sua capacidade de barganha em composições estaduais. Para o eleitor, o desencontro entre pesquisas e decisões partidárias sinaliza um quadro em construção, com impacto direto na formação de chapas e na capacidade de atração de votos no segundo turno.