O Republicanos divulgou nota oficial neste domingo (12/7) para desmentir rumores de que a legenda teria fechado apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A Executiva Nacional qualificou a reportagem que vinculou o partido ao apoio como "absolutamente inverídica sob todos os aspectos" e disse que as conversas entre o presidente nacional, Marcos Pereira, e Flávio ocorreram há mais de um mês e foram "inconclusivas".
No comunicado, o partido também negou que tenha negociado a indicação de Marcos Pereira para uma vaga no Supremo Tribunal Federal como contrapartida por um eventual apoio. A nota afirma que essa hipótese "não foi colocada como condição" para qualquer construção política, afastando assim uma versão que vinha circulando na imprensa e no meio político.
Nos bastidores, a legenda abriu uma rodada de consultas estruturadas para mapear a posição de bancadas, executivas estaduais e apoiadores. Uma pesquisa interna apresentada em São Paulo, na sexta-feira (10/7), apontou um sentimento de frustração entre filiados em relação à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e uma preferência preliminar pela neutralidade nas eleições.
A declaração oficial foi taxativa: "o apoio a Lula está completamente descartado". A posição busca, ao mesmo tempo, recompor a narrativa do partido após as notícias recentes e marcar limites para alianças futuras. Para o Republicanos, a neutralidade interna atua como instrumento de negociação e preservação de identidade política diante de uma sucessão presidencial ainda em formação.
Politicamente, a nota expõe duas consequências claras: a fragilidade da tentativa de costura imediata em torno de Flávio Bolsonaro — que perde um aliado potencial — e a sinalização de que o Republicanos prefere concentrar-se em consultas internas antes de assumir compromissos que possam custar capital político. A decisão também deixa em aberto o papel da sigla no centro-direita, mantendo-a como ator a ser cortejado por diferentes projetos em 2026.