O Republicanos de Minas Gerais formalizou junto à Justiça Eleitoral a intenção de disputar o pleito estadual com chapa própria para governador, vice e senador, mas a ata registrada na madrugada desta quinta (6/8) evita citar o senador Cleitinho Azevedo. O documento, assinado pelo presidente estadual Euclydes Pettersen, deixa aberta a alternativa de lançamento de candidatos até o prazo final de registro, 15 de agosto, sem sacramentar qual será o nome que encabeçará a disputa.

O texto prevê ainda que, caso a presidência estadual opte por não registrar dois candidatos ao Senado, o partido poderá apoiar postulantes de outras legendas — o que abre espaço para composições que incluam nomes como o de Marcelo Aro, agora ligado às tratativas no entorno da candidatura de Mateus Simões. Na prática, a ata mantém flexibilidade nas negociações locais e preserva a autonomia do diretório estadual para decidir até a data limite.

A indefinição acentua um conflito já visível entre os diretórios estadual e nacional: a direção nacional havia anunciado que Cleitinho não seria o candidato ao Palácio Tiradentes, enquanto o senador alternou nas últimas semanas entre anúncios de desistência e pedidos públicos para retornar ao projeto. Em vídeo divulgado pelo partido, Cleitinho chegou a declarar que precisava priorizar a família após a morte do irmão, mas reapareceu na convenção nacional em apelo pela vaga, o que foi rejeitado pela cúpula.

Do ponto de vista político, o registro da ata com omissão do nome de Cleitinho sinaliza dois riscos para o Republicanos: prolongar indefinições que prejudicam costura de alianças e transferir pressão para o diretório estadual, já com prazo curto para consolidar apoios. A disputa expõe desgaste interno e complica a montagem de uma frente competitiva em Minas — cenário que exige decisão rápida se o partido quiser evitar perda de espaço nas negociações regionais.