Segue sem data definida o pedido de encontro da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa visa tratar da liberação de um crédito de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB), que enfrenta um rombo apurado em R$ 8,8 bilhões após operações com o Banco Master.

Segundo interlocutores do presidente ouvidos pelo Correio, o tema não entrou na agenda presidencial para os próximos dias. O ofício do GDF pedindo a autorização do Tesouro Nacional chegou à pasta na manhã de quarta-feira (29/4), mas ainda não há tramitação definida que indique agilidade no processo.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, informou que a equipe federal não dispõe, até o momento, de elementos suficientes para conduzir a análise técnica do pedido. Em outras palavras, sem documentação e informações complementares, a solicitação do GDF não pode ser avaliada — condição básica para qualquer aval que envolva custo fiscal e garantia da União.

A demora nas respostas expõe um nó político e fiscal: a exigência de transparência e de foco em responsabilidade pública contrasta com a urgência de socorro a uma instituição mista do DF. Para avançar, o GDF precisará formalizar e detalhar a operação; do lado federal, a ausência de dados torna mais difícil conciliar apoio com a necessidade de preservar credibilidade fiscal.