O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou reunião de líderes para a próxima semana com o objetivo de definir as prioridades de votação da Casa. A iniciativa antecede o retorno dos deputados, agora previsto para 11 de agosto, após a prorrogação do recesso que inicialmente terminaria em 3 de agosto — ajuste feito em acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Entre as matérias que aguardam deliberação estão projeto sobre misoginia, proposta complementar para o setor de combustíveis e o aumento do limite de faturamento anual dos Microempreendedores Individuais (MEI). A Mesa Diretora já sinalizou que o segundo semestre adotará um esquema alternado entre sessões semipresenciais e semanas de esforço concentrado para acelerar a tramitação.

A convocação de líderes assume papel central diante do calendário comprimido: será preciso priorizar pautas e negociar acordos para evitar atropelos. A definição prévia das votações tende a expor escolhas políticas — quais temas entram em regime de urgência e quais ficam para rodadas posteriores — e força uma articulação mais ativa do governo e dos blocos parlamentares.

Além do ritmo, a retomada coloca sob pressão setores com impacto econômico e social. Projetos sobre combustíveis e MEI têm efeitos diretos sobre preços e empreendedorismo de baixa renda; a tramitação da lei da misoginia, por sua vez, deverá gerar debate político e judicial. A reunião de líderes será, portanto, o termômetro das prioridades e das limitações práticas do Congresso para os próximos meses.