O candidato à reeleição ao Buriti, Ricardo Vale (PT), registrou ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) após um motorista avançar sobre materiais de sua campanha na rotatória da 216 Sul. A ação foi filmada por cabos eleitorais e, segundo o deputado, um integrante da equipe quase foi atingido pelo veículo.
O registro formal ocorre em meio à indignação da campanha, que classifica o episódio como violência política e promete acompanhar de perto a apuração. No vídeo divulgado nas redes, o carro atropela bandeiras e totens, deixa a placa no asfalto e segue em seguida — detalhes que devem ajudar nas investigações policiais.
A denúncia desloca para além do caso individual a discussão sobre segurança de equipes de campanha em espaços públicos. A circulação de imagens amplia a pressão sobre polícia e Judiciário para identificação do autor e eventual responsabilização criminal, ponto destacado pelo candidato ao pedir investigação rigorosa.
Do ponto de vista político, o episódio tem potencial para transformar um incidente local em fator de desgaste: além do impacto imediato sobre a rotina da campanha, coloca em evidência a necessidade de proteção de militantes e a resposta institucional diante de agressões eleitorais. Autoridades do DF terão de mostrar reação clara para evitar normalização desse tipo de ação.
Enquanto a apuração corre, a campanha de Vale mantém a mobilização e a denúncia pública. O desfecho do caso — se com indiciamento, multa ou arquivamento — vai indicar o nível de tolerância das instituições frente a episódios que candidatos e equipes classificam como atentado ao exercício da atividade política.