O governo do Rio de Janeiro instalou no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, um gabinete de gestão de crise para coordenar a segurança durante o primeiro turno. Desde a manhã de sábado até a noite de domingo, equipes estaduais e federais acompanharão em tempo real o desenvolvimento do pleito, incluindo vias públicas e locais de votação.
O esquema tecnológico anunciado soma mais de 50 mil equipamentos que transmitem imagens à central: cerca de 33.900 câmeras do Sistema 190 Integrado, 15.300 câmeras corporais dos policiais militares e 1.544 câmeras em viaturas. Parte desses dispositivos tem recursos de identificação facial e leitura de placas, capazes de alimentar imediatamente o centro de monitoramento.
A operação reúne, além das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros, representantes do Exército, Polícia Federal, PRF, Correios e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em articulação com o Tribunal Regional Eleitoral. Em cada uma das 165 zonas eleitorais haverá um oficial da PM ao lado do juiz eleitoral, numa tentativa de agilizar a resposta a ocorrências.
O aparato tende a aumentar a capacidade de prevenção e reação em dia de votação, mas também impõe dilemas técnicos e institucionais: o uso de reconhecimento facial e a participação de órgãos de inteligência exigem regras claras sobre controle de dados, transparência e limites operacionais. A blindagem da rotina eleitoral passa, portanto, pela combinação entre eficiência operacional e garantias sobre direitos e supervisão.