Os 2,6 milhões de eleitores do Rio Grande do Norte voltam às urnas neste domingo (25) para escolher o novo governador entre Allyson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT). A disputa foi definida no primeiro turno por margem pequena: Allyson teve 36,94% dos votos válidos (799.809), enquanto Cadu alcançou 36,16% (718.300). A diferença entre os dois na primeira etapa foi de 81.509 votos, sinal de um segundo turno competitivo e imprevisível.
Allyson Bezerra, 34 anos, engenheiro civil e servidor público federal, ganhou projeção como ex-deputado estadual e prefeito de Mossoró, onde foi reeleito em 2024 antes de deixar o cargo para concorrer ao governo. Do outro lado, Carlos Eduardo Xavier — conhecido na campanha como Cadu de Lula — é auditor fiscal de carreira, tem 48 anos e foi secretário estadual da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT-RN); disputa um cargo eletivo pela primeira vez.
O resultado apertado evidencia que nenhuma das legendas tem hegemonia segura no estado. Para Allyson, a vantagem inicial exige transformar voto espontâneo e capilaridade local em alianças mais amplas e comparecimento nas urnas. Para Cadu, o desafio é converter a base petista e a experiência na gestão fiscal em atração para eleitores indecisos e para polos urbanos e do interior que definiram o primeiro turno.
Politicamente, o segundo turno acende alerta para ambos os lados: campanhas terão de acelerar negociações com aliados, mirar eleitores que votaram em terceiros e intensificar a mobilização. O vencedor herdará uma expectativa clara por eficiência administrativa e responsabilidade fiscal — temas que podem pautar a gestão desde o início, independentemente da bandeira partidária.
Além do impacto direto no estado, a disputa no RN será observada por partidos e governos como termômetro regional à medida que se aproxima 2026. O confronto entre um nome jovem com trajetória municipal e um técnico vinculado à gestão estadual transforma o pleito em teste sobre narrativa, capacidade de articulação e força de base eleitoral.