O Rio Grande do Norte terá oito candidatos na disputa pelo governo estadual. Entre os 2.660.565 eleitores aptos a votar, 53% são mulheres e 47% homens. Quanto à autodeclaração de cor ou raça, 58,2% se dizem pardos, 32,53% brancos e 8,43% pretos; amarelos e indígenas não chegam a 1%. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; o segundo, quando necessário, para 25 de outubro. A chapa ao Senado no estado segue a regra comum: um titular e dois suplentes.
A lista de candidatos, em ordem alfabética conforme nome na urna, reúne nomes com perfil e marcas distintas: Allyson (Allyson Leandro Bezerra Silva, União), Arinalda do MLB (Arinalda Vasconcelos de Medeiros, UP), Cadu de Lula (Carlos Eduardo Xavier, PT), Dário Barbosa (Dario Barbosa de Melo, PSTU), Henrique Lyra (Henrique Othon Costa de Lyra, PCO), Professor Roberio Paulino (Roberio Paulino Rodrigues, PSOL) e Rodrigo Bolsonaro (Karlo Rodrigo Lucio Vieira, AGIR). O uso de nomes de urna que lembram figuras nacionais chama atenção e faz parte da estratégia de visibilidade local.
Do ponto de vista político, a presença de oito candidaturas pode fragmentar o voto e aumentar a probabilidade de um segundo turno. Com maioria relativa de eleitores pardos e uma leve maioria feminina, as campanhas terão de modular mensagens e capilaridade territorial para converter intenção em votos válidos — especialmente porque a definição no primeiro turno exige mais de 50% dos votos válidos.
A combinação entre pluralidade de candidaturas e perfil demográfico do eleitorado impõe desafios logísticos e estratégicos: negociações pós-primeiro turno, formação de frente ampla ou troca de apoios poderão decidir o desfecho. Para o eleitor, a disputa tende a ser marcada por disputa de palanques e pela necessidade de composição entre partidos para garantir governabilidade.