O Senado oficializou nesta segunda-feira a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aberta com a saída de Bruno Dantas. O nome de Pacheco consta no Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 995/2026, apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e subscrito por 19 senadores, entre eles a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
A expectativa é de que a indicação seja votada no Plenário do Senado nesta quarta-feira (2/9). Segundo o documento encaminhado, o caso pode não seguir o rito ordinário e ser apreciado diretamente em plenário, sem passar por sabatina nas comissões, o que dispensaria a manifestação formal dos colegiados que costumam avaliar nomeações para cortes e tribunais.
O ministro Bruno Dantas formalizou mais cedo o pedido de afastamento ao TCU, via ofício ao presidente da Corte, Vital do Rêgo, anunciando saída antes do prazo para aposentadoria compulsória, após mais de uma década de atuação. A vacância aberta exige que o presidente do Senado apresente indicação, mas o formato escolhido para a tramitação suscita questionamentos sobre transparência e escrutínio parlamentar.
Politicamente, a costura que reuniu assinaturas de líderes de governo e oposição indica disposição por solução rápida e consensual — ou ao menos por uma acomodação ampla no Senado. A votação em plenário será, portanto, um teste: além de confirmar a ida de Pacheco ao TCU, medirá o grau de resistência ou acomodação entre bancadas e servirá como parâmetro sobre o espaço público para debate e controle institucional.