Rogéria Bolsonaro formalizou, nesta quarta-feira (29/7), sua candidatura a deputada federal pelo Rio de Janeiro. O anúncio, feito em redes sociais, sobrepõe ao sobrenome da família a nova tentativa de converter visibilidade em capital eleitoral. Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, comemorou publicamente a iniciativa, destacando o papel de representação das famílias brasileiras que atribui à mãe.
No material de campanha divulgado, Rogéria aponta eixos claros: segurança pública, defesa da família, combate à corrupção e defesa da vida desde a concepção. Também enfatiza valores cristãos, liberdade e transparência como pilares. O repertório programático alinha-se ao discurso tradicional do bolsonarismo, buscando ativar a base conservadora no estado.
Politicamente, a postulação traz efeitos imediatos: com nenhum dos outros filhos do ex-presidente concorrendo no RJ, Rogéria pode herdar parte do eleitorado bolsonarista local e reforçar a presença do clã na disputa por cadeiras federais. A candidatura também reaproveita apoios e redes já estabelecidas, e pode ser usada como ferramenta de mobilização para a eventual campanha presidencial de Flávio.
Há ainda uma nota de contexto: Rogéria chegou a ser cotada como suplente na chapa ao Senado de Márcio Canella, candidato que enfrenta medidas cautelares após prisão em flagrante por porte de arma ilegal. Ex-vereadora do Rio entre 1993 e 2000, ela combina experiência política prévia com o peso do sobrenome — um ativo que, se por um lado consolida votos, por outro reforça o traço familista da estratégia eleitoral.