Durante a reunião da comissão especial da Câmara que discute propostas sobre o fim da escala 6x1, o deputado Rogério Correia (PT-MG) desviou parte do tempo para cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master. A provocação ocorreu após a circulação de um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro que, segundo o deputado, mostra cobrança de recursos ao empresário Daniel Vorcaro, dono do banco.

Correia afirmou que o episódio reforça a necessidade de apuração parlamentar e relacionou o caso ao desempenho político do bolsonarismo: disse ver derrota recente do grupo nas urnas e projetou novo revés caso não haja responsabilização. No plenário da comissão, mencionou o montante de R$ 134 milhões que, conforme o áudio, teria sido cobrado para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

Ao defender a CPMI, o deputado também criticou movimentos que, na sua avaliação, buscam desviar o foco do debate público. Ele acusou parlamentares bolsonaristas de montar 'cortina de fumaça' e alertou para iniciativas que poderiam privilegiar medidas como anistia ou alterações legais com impacto político, sem detalhar encaminhamentos específicos.

O presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), registrou que Correia estava inscrito na sessão como líder, mas pediu que falasse como deputado para garantir tempo a outros parlamentares. A intervenção expôs como o caso Master tem potencial para alterar a agenda parlamentar, deslocando o centro do debate sobre jornada de trabalho para uma demanda de investigação com implicações políticas.