Dois ministros do governo federal, Rui Costa (Casa Civil) e Jader Filho (Cidades), pediram exoneração das respectivas pastas na noite de quinta-feira (2/4), um dia antes do encerramento da janela partidária. Ambos foram desincompatibilizados: Rui para disputar uma vaga ao Senado pela Bahia e Jader para concorrer à Câmara dos Deputados pelo Pará.
A saída acontece no limite do prazo legal e se soma à exoneração de Márcio França, também ocorrida na véspera do fim da janela. As movimentações reforçam uma guinada do núcleo governista para a disputa eleitoral, concentrando recursos humanos e atenção política nos redutos regionais — França em São Paulo, Costa na Bahia e Jader no Pará.
Agradeço a confiança do presidente Lula e o empenho da equipe da Casa Civil durante minha gestão.
Como atos finais no cargo, Rui Costa participou da entrega do VLT em Salvador, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Em Porto de Moz, no Pará, Jader Filho assinou o início de obras para a construção de 100 casas, registro oficial de projetos entregues às vésperas da campanha.
Do ponto de vista administrativo, a saída de titulares experientes — especialmente da Casa Civil — cria lacunas de gestão e continuidade em pastas relevantes. Politicamente, a coincidência entre inaugurações e desincompatibilizações tende a ampliar a percepção de que gestos de governo servem também como visibilidade eleitoral, o que complica a narrativa oficial sobre separação entre administração e campanha.
Para a oposição e para a opinião pública, o movimento acende alerta sobre o custo político de desmobilizar equipes técnicas no início do processo eleitoral. A avaliação imediata agora é se o governo conseguirá repor os cargos sem perda de fôlego operacional e como o eleitorado reagirá ao deslocamento de ministros para palanques regionais.
Trabalhamos para recolocar a moradia digna na pauta e acelerar obras que transformem a vida das pessoas.