Mais de cinco meses após o anúncio da nomeação pelo Planalto, teve início na CCJ do Senado a sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal. Ao abrir sua fala, o advogado‑geral da União ressaltou a trajetória acadêmica e defendeu que "a Constituição somente se concretiza..." quando aplicada com humanismo e diversidade, frase que guiou a apresentação de seu currículo.

A tramitação ainda exige aprovação na CCJ e, em seguida, votação no plenário do Senado, onde são necessários 41 votos para a confirmação. Senadores devem questionar a postura que espera ter no STF; a previsão é de que a comissão vote o nome e encaminhe a matéria ao plenário ainda nesta sessão.

A demora para a sabatina e para o envio formal da mensagem ao Congresso foi atribuída à resistência de parte do Senado, em especial do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, que defendia outro nome. O adiamento e o atrito interno expõem desgaste político e complicam a rotina do Planalto, sinalizando que a indicação pode enfrentar custo político adicional na reta final.

O indicado soma formação jurídica e experiência acadêmica: graduação pela UFPE (2003), mestrado (2018) e doutorado (2024) pela UnB, além de atuação docente e 85 trabalhos relacionados no currículo, segundo o relator Weverton. Messias tem publicações e participação em instituições jurídicas e iniciou carreira na Caixa Econômica antes de ingressar na AGU, onde atuou, entre outras funções, junto ao Banco Central.