O Correio Braziliense começou a promover uma série de sabatinas com candidatos à Presidência da República no calendário para as eleições de 2026. A primeira rodada ocorreu em 28 de julho, com as participações de Hertz Dias (PSTU), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). A próxima sabatina prevista no material-base será com Clariana Barão (DC) em 25 de agosto. O projeto tem apoio de entidades de auditores fiscais e promete espaço qualificado para confrontar propostas sobre segurança, saúde, educação e economia.

A iniciativa se apresenta como esforço para aproximar o eleitorado dos temas que moldarão a disputa. O apoio da Anfip, Fenat, Febrafite e Unafisco Nacional também sinaliza que questões fiscais e administrativas estarão no foco das perguntas — um aspecto relevante num cenário de preocupação com responsabilidade fiscal e eficiência do gasto público.

As intervenções dos candidatos já ressaltam rupturas potenciais: Hertz Dias defendeu a revogação do arcabouço fiscal, reformas trabalhista, previdenciária e tributária e a suspensão do pagamento da dívida pública; Augusto Cury propôs alteração no modelo de escolha de ministros do STF, com mandato de oito anos e maior peso de entidades da magistratura, e responsabilização das redes sociais por danos à saúde mental; Ronaldo Caiado criticou medidas do governo atual, alertou para riscos ao equilíbrio fiscal e defendeu maior valorização de servidores e mudanças na política externa. Clariana Barão falou em enxugar a máquina, revisar a Previdência e tratar com rigor os atos do 8 de janeiro, preservando a individualização das penas e atenção a idosos e cuidadores.

As propostas trazidas nas sabatinas acendem alerta sobre consequências políticas e econômicas: a revogação de regras fiscais ou a suspensão do pagamento da dívida colocam em risco a credibilidade das contas públicas; mudanças na composição do STF levantam dúvidas sobre viabilidade institucional e resistência política; e críticas ao atual governo reforçam o ambiente de disputa em torno do equilíbrio fiscal e da segurança jurídica. O formato do Correio cria um termômetro para medir como essas mensagens repercutem junto ao eleitor e à sociedade — e força candidatos a explicitar trade-offs que terão impacto direto no próximo governo.