O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo iniciou nesta quarta-feira a preparação de mais de 114 mil urnas eletrônicas para o segundo turno marcado para 25 de outubro. Só na capital estão previstas mais de 28 mil máquinas. O trabalho foi aberto publicamente na 1ª Zona Eleitoral, responsável por 449 seções e com 505 urnas em reprogramação — número superior ao de seções para permitir substituições em caso de falha.
A montagem começa pela geração das mídias que carregam os dados das candidaturas; esses dispositivos, semelhantes a pen drives, são gravados e inseridos nas urnas. Como os equipamentos já têm o ambiente de votação carregado no primeiro turno, a rotina agora é de reprogramação para que cada urna vigore apenas para o cargo em disputa — a Presidência, no caso paulista — seguida por testes de funcionamento, lacração e armazenamento em caixas assinadas por autoridades.
O TRE-SP informou que pretende encerrar a preparação em todo o estado até 23 de outubro, antevéspera do pleito. A expectativa da corte é de que o processo, mais simples do que no primeiro turno, contribua para reduzir tempo de votação e minimizar transtornos. No entanto, o histórico recente de fortes chuvas e filas que ampliaram o horário de seção em várias localidades mantém a logística sob atenção das autoridades eleitorais.
Além da operação técnica, a movimentação tem papel político: as urnas e a eficiência da distribuição serão determinantes para a normalidade do segundo turno, cujo resultado definirá o próximo presidente. A existência de unidades sobressalentes procura mitigar episódios de substituição em dia de votação, mas a coordenação final — transporte, locais de votação e clima — continuará sendo o teste mais concreto para o sistema eleitoral paulista.