O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) deu início à preparação de cerca de 114,5 mil urnas eletrônicas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Só na capital serão empregadas mais de 28 mil máquinas. A operação — realizada a partir desta quarta-feira na primeira zona eleitoral — inclui a gravação das mídias com os sistemas, a carga de dados sobre seções e candidaturas, testes funcionais e o posterior lacre dos equipamentos.

Nos cartórios eleitorais, cada urna chega sem informações e passa a receber, em sequência, as mídias que contêm o software e o cadastro do eleitorado. Há reserva de aparelhos excedentes — por exemplo, a primeira zona preparará 505 urnas para 449 seções — para substituir equipamentos com defeito durante a votação. O TRE-SP também ressalta que os sistemas são programados para só ativar o funcionamento das urnas no dia da votação, o que impede seu uso antes de 4 de outubro.

As autoridades eleitorais repetem garantias sobre a segurança do sistema e fazem verificações por amostragem na fase de preparação. Ainda assim, o tamanho do colégio eleitoral paulista torna a operação logística complexa: falhas pontuais em São Paulo têm potencial de gerar transtornos práticos no dia do pleito e repercussões políticas proporcionais ao peso do estado na disputa.

Com prazo final para a conclusão dessa etapa até 2 de outubro, segundo o TRE-SP, a agenda impõe ritmo apertado aos cartórios. A preparação das urnas é, portanto, uma etapa técnica decisiva não apenas para o funcionamento das seções, mas também para a percepção pública de transparência e confiança no processo eleitoral.