O SBT atualizou nesta segunda-feira reportagem sobre a falha de áudio que atingiu a propaganda presidencial exibida no horário eleitoral gratuito e reconheceu ter informado de forma equivocada que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) teria sido responsável pelo problema. Na correção, o canal justificou que o erro ocorreu em etapa de conversão técnica do programa e pediu desculpas pela informação imprecisa.
A EBC, que reivindicou imediata retratação, reafirmou em nota pública que atua apenas na transmissão do material já finalizado e que não teve participação na origem da falha. A empresa lembrou ainda que a operação de exibição é coordenada pelo pool de emissoras, conforme as regras do TSE, e agradeceu o reconhecimento público do equívoco por parte do SBT.
O Tribunal Superior Eleitoral detalhou que o incidente decorreu de uma falha no pool de mídias, responsável por receber as peças das campanhas e gerar o sinal nacional. Segundo o TSE, os áudios de ambas as propagandas não foram carregados no momento da finalização, mas houve tempo hábil para corrigir o problema antes da veiculação do segundo conteúdo, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de apontar a origem técnica, o episódio traz consequência política e institucional: a atribuição precipitada de responsabilidade a uma empresa pública provoca dano à sua reputação e acende alerta sobre a necessidade de checagem jornalística em pautas sensíveis. A EBC aguarda agora posicionamento da ABERT — entidade que organiza o pool — sobre as causas da ocorrência, enquanto o caso reforça a demanda por transparência na cadeia de custódia das peças eleitorais.
Do ponto de vista da comunicação, o erro do SBT também pressiona veículos a aprimorar procedimentos de verificação antes de veicular acusações. No plano político, a confusão sobre quem falhou no repasse da propaganda pode alimentar contestações e exigir explicações públicas das partes responsáveis pela logística do horário eleitoral.