Brasileiros que vivem na Nova Zelândia foram os primeiros a depositar votos no segundo turno de 2026. As cinco seções de Wellington abriram às 8h locais — 16h em Brasília — e recebem eleitores até as 17h, horário padrão adotado para todas as seções no exterior. O registro local aponta cerca de 3,1 mil aptos a votar na capital neozelandesa.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que 918,9 mil brasileiros estão habilitados a votar fora do País, distribuídos em 186 cidades. Lisboa é o maior posto de votação, com 78 mil eleitores registrados; seguem Boston, nos EUA, e Porto, em Portugal. Os Estados Unidos concentram 265 mil eleitores, Portugal 134 mil e Japão 88,3 mil. Nos extremos, Coreia do Norte e Bangladesh têm apenas um eleitor cadastrado cada.

A votação no exterior respeita o horário local, o que faz com que as seções em cidades como São Francisco, Los Angeles e Vancouver sejam as últimas a abrir e fechar, quatro horas atrás do horário de Brasília. O voto no exterior vale apenas para presidente, o que limita o alcance direto da participação dos expatriados nas demais disputas eleitorais.

O aumento de mais de 30% do eleitorado no exterior em relação a 2018 chama atenção, mas não se traduziu em comparecimento: no primeiro turno, 63% dos registrados no exterior não votaram, índice superior a 2022 (51%). Esse padrão de abstenção acende alerta sobre a capacidade de mobilização das campanhas e sobre a eficácia da estrutura consular e organizacional do TSE em transformar registro em voto.