O esquema de segurança do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro foi reforçado após a equipe de inteligência da Polícia do Senado identificar um crescimento significativo de conteúdos hostis desde o início de junho. O monitoramento listou mais de 2 mil ocorrências, entre 868 ameaças diretas, 647 publicações com incentivo à violência, 640 referências codificadas e 133 menções ligadas a planejamento de atentados.

Como resposta, o órgão triplicou o número de agentes destacados para a proteção do parlamentar, determinou o uso permanente de colete balístico em compromissos públicos e ampliou frota, armamentos e equipamentos. Foi também criado um centro de comando em Brasília com operação 24 horas, responsável por acompanhamento em tempo real e suporte logístico às equipes de campo durante agendas pelo país.

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro associa o aumento das ocorrências ao ambiente de polarização e cita declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como elemento que teria estimulado manifestações hostis. A defesa do senador informou ter acionado o Supremo Tribunal Federal, alegando crime de incitação à violência; a equipe de segurança mencionou ainda a hipótese de 'mensagens codificadas' conhecidas como dog whistle.

Além da proteção imediata, a escalada traz implicações políticas e institucionais: a securitização da agenda eleitoral eleva custos operacionais e tende a amplificar a tensão entre atores públicos. Não há, até o momento, registros públicos de prisões relacionadas aos conteúdos monitorados; a Polícia do Senado afirma manter acompanhamento permanente para preservar a integridade física do parlamentar enquanto a campanha avança.