A disputa pelo governo da Bahia terá seis candidatos e começa com um dado que dá peso nacional à campanha: o estado concentra 11.321.005 eleitores, o maior colégio eleitoral do Nordeste. Esse tamanho torna a corrida um capítulo relevante no tabuleiro nacional, forçando partidos e alianças a calibrar estratégias regionais que também repercutem nas disputas pelo Senado e pela Presidência.
O perfil do eleitorado baiano desenha desafios e oportunidades: 53% das pessoas aptas a votar são mulheres; entre os que declararam cor ou raça, 59,61% se identificam como pardos, 23,47% como pretos e 15,9% como brancos. Esses recortes demográficos orientam mensagens de campanha, prioridades programáticas e o tipo de mobilização exigida nas diferentes regiões do estado — da capital à zona rural e ao interior profundo.
O calendário eleitoral é objetivo e condicionante: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando eleitores votarão também para presidente, senadores e deputados. Se nenhum candidato ao governo atingir mais de 50% dos votos válidos, a decisão vai para o segundo turno, em 25 de outubro. A necessidade de maioria absoluta transforma a etapa inicial em disputa por alianças e apoios táticos que podem definir o resultado final.
A lista oficial dos concorrentes, em ordem alfabética pelo nome na urna, traz figuras de partidos variados: ACM Neto (União), Ariel Capistrano (DC), Aroldo Felix (UP), Jerônimo Rodrigues (PT), Maria Bona (PCO) e Ronaldo Mansur (Psol). A diversidade política indica competição plural, mas também a probabilidade de coalizões decisivas caso nenhum ultrapasse a marca dos 50%.
Do ponto de vista prático, o volume do eleitorado e sua composição tornam a Bahia terreno propenso a um segundo turno e a negociações pós-primeiro turno. Para governos e candidaturas, o desafio será traduzir intensidade de campanha em amplitude de apoio — especialmente entre eleitores negros e mulheres — sem subestimar a necessidade de acordos com forças locais que possam virar o jogo nas urnas.