O Senado iniciou, na tarde desta quarta-feira (14/10), a sessão destinada a analisar a proposta de emenda à Constituição PEC 221/2019, que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A apreciação começou em clima de incerteza quanto à viabilidade de concluir os dois turnos regimentais na mesma sessão, apesar do esforço da base governista para acelerar o processo.
O governo informou ter reunido a manifestação favorável de 56 senadores e protocolou junto à Mesa Diretora um requerimento para aprovar um calendário especial, que prevê a quebra de interstício e a antecipação da segunda votação. O recurso foi apresentado com a intenção explícita de permitir que a matéria seja votada em dois turnos ainda hoje, reduzindo prazos regimentais.
A iniciativa enfrenta resistência da oposição e dependerá do andamento das deliberações em plenário — inclusive da entrega do texto pelo relator na CCJ, prevista para a mesma tarde. Parlamentares contrários tendem a contestar a mudança de rito; se conseguir avançar, a manobra demonstrará capacidade de mobilização da base, mas também pode ampliar críticas sobre uso de atalhos regimentais.
Além do impacto imediato na rotina de trabalhadores que adotam a escala 6x1, a tentativa de tramitação acelerada tem efeito político: aprovar ou forçar a pauta em tempo recorde pode reforçar a agenda do governo, mas também expor desgaste e provocar reação pública e parlamentar. A sessão seguirá ao longo do dia, com o resultado condicionado ao ritmo das votações e às negociações em plenário.