O Senado Federal informou nesta segunda-feira (15/6) que não identifica impedimento legal para que o senador Romário (PL-RJ) exerça atividades extracurriculares durante mandato, desde que haja compatibilidade de horários e respeito às restrições constitucionais. Romário está nos Estados Unidos desde a semana passada para atuar como comentarista na Copa do Mundo de 2026 e pretende permanecer até o fim da competição, marcada para 19 de julho.
Segundo a Casa, o parlamentar comunicou oficialmente à Mesa Diretora que se trata de viagem internacional de interesse particular e sem ônus para o Senado. Em ofício encaminhado à presidência, Romário esclareceu que não se trata de missão oficial. A Diretoria lembrou que o Ato da Comissão Diretora nº 1/2023 prevê a participação remota em sessões e reuniões, além de votações por aplicativo eletrônico.
A assessoria do senador reforçou que ele continuará acompanhando as pautas do Congresso e participará de sessões semipresenciais e votações de forma remota, enquanto os gabinetes em Brasília e no Rio de Janeiro permanecem em funcionamento. Legalmente amparada, a decisão, porém, não é neutra politicamente: a permanência prolongada no exterior levanta dúvidas sobre a compatibilidade de agenda e a imagem pública do parlamentar.
Mais do que um debate jurídico, o caso aponta para uma questão prática e política: embora não gere custo administrativo direto, a opção pode ter custo político e abrir precedente para outros parlamentares. Cabe à Mesa e às lideranças acompanhar o cumprimento das atividades remotas e à sociedade fiscalizar se a rotina do mandato será efetivamente mantida.