O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado, em Curitiba, a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná. A convenção também confirmou Edson Vasconcelos como candidato a vice e homologou Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) como postulantes ao Senado na aliança que reúne PL, Podemos, Democracia Cristã e Novo.
Em discurso aos filiados, Moro reafirmou sua trajetória na magistratura e a liderança da Operação Lava-Jato, marca central de sua construção política. A estratégia busca transformar o capital simbólico do combate à corrupção em capital eleitoral estadual; ao mesmo tempo, o passado judicial traz vulnerabilidades — o Supremo Tribunal Federal reconheceu a suspeição de Moro em processo emblemático da Lava-Jato, decisão que anulou atos ligados ao caso e que adversários certamente vão explorar.
Ex-juiz federal, ex-ministro da Justiça e atualmente senador, Moro aposta numa chapa com forte apelo à segurança e ao combate à impunidade. A presença de nomes ligados à Lava-Jato e ao espectro conservador reforça coesão entre eleitores anti-petistas, mas também pode dificultar aproximações com setores mais moderados e ampliar a polarização no cenário paranaense.
O calendário eleitoral prevê convenções até 5 de agosto e registro de candidaturas no TSE até 15 de agosto, com início da campanha no dia seguinte. Com esse tempo curto, a campanha de Moro terá de converter imagem de magistrado em propostas concretas e neutralizar questionamentos jurídicos e políticos que possam comprometer sua viabilidade eleitoral no estado.