O governo de Pernambuco exonerou, nesta quarta-feira (26/8), Amisadai Andrade da Silva do cargo de superintendente de operações da Arena Pernambuco, na Secretaria de Turismo e Lazer. Servidor cedido pela Caixa Econômica Federal, Amisadai foi apontado por reportagem da Record como um dos integrantes de uma rede que promovia ataques nas redes sociais ao candidato ao governo João Campos (PSB).
Segundo a reportagem exibida na terça-feira (25/8), o chamado 'Gabinete do Ódio' reunia páginas e perfis criados para produzir e disseminar conteúdos hostis com o objetivo de favorecer a candidatura de Raquel Lyra (PSD). A matéria também registra relatos de Amisadai sobre o funcionamento do esquema e menciona suspeitas de que pagamentos teriam sido feitos para manter a atividade das páginas.
O Correio tentou contato com Amisadai Andrade e com a campanha de Raquel Lyra, sem retorno até a publicação desta reportagem; as comunicações permanecem abertas para esclarecimentos. A exoneração no âmbito estadual busca interromper a vinculação institucional imediata, mas não substitui a necessidade de apuração jornalística, administrativa e, se for o caso, criminal sobre as práticas descritas.
Além de gerar repercussão na corrida ao governo de Pernambuco, o episódio expõe um desafio institucional: a gestão de servidores cedidos e a proteção da integridade do processo eleitoral diante do uso coordenado de ferramentas digitais. A notícia tende a aumentar pedidos por transparência sobre recursos e responsabilidades, e pressiona autoridades a esclarecerem eventuais ligações entre campanhas e operações de desinformação.