Sete candidatos disputam o governo do Amazonas nas eleições de 2026: Cabo Daciolo (Mobiliza), David Almeida (Pra Cima Amazonas), Gilberto Vasconcelos (PSTU), Isael Munduruku (Federação PSOL Rede), Omar Aziz (Força Amazonas), Professora Maria do Carmo (Mudar É Urgente) e Roberto Cidade (União Pelo Amazonas). Do total de 2.801.182 eleitores aptos, 51% são mulheres. O primeiro turno ocorre em 4 de outubro; em eventual segundo turno o voto volta em 25 de outubro.
Os perfis demográficos do estado apontam para pautas que podem ganhar centralidade na disputa. Entre eleitores que declararam cor ou raça, 75,93% se identificam como pardos e 9,27% como indígenas — participação bem acima da média nacional. A presença expressiva de povos indígenas e a maioria parda devem influenciar estratégias de campanha, mensagens e prioridades programáticas, especialmente em temas de território, serviços públicos e relação com o interior.
A fragmentação com sete candidaturas aumenta a probabilidade de um desfecho em dois turnos: com várias opções no primeiro turno, crescerá a pressão por alianças e costuras políticas na reta final. Para os postulantes, a leitura do mapa eleitoral do Amazonas exige investimento em mobilização regional, diálogo com lideranças indígenas e atenção ao eleitorado feminino, que já representa leve maioria. Esse cenário também complica estratégias unilaterais e tende a valorizar negociações com grupos locais e partidos.
Além do governo estadual, os eleitores escolherão presidente, vices e representantes legislativos — senadores e deputados federais e estaduais/distritais — o que coloca a disputa amazonense numa dinâmica ligada tanto a pautas regionais quanto a articulações nacionais. A composição final dos votos no primeiro turno vai sinalizar qual caminho as candidaturas terão de seguir: buscar consenso, ampliar base ou intensificar campanha territorial para evitar eliminação precoce.