O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as regras do debate organizado pela TV Globo impedem que o adversário se coloque atrás do candidato enquanto este fala. Sidônio Palmeira explicou que, conforme a determinação, o candidato que tem a palavra pode circular pelo cenário, mas o outro deve permanecer no púlpito — condição que, segundo a equipe petista, neutralizaria tentativas de provocação.
A campanha de Lula tem informado que pretende manter o tom nas propostas e fugir de confrontos pessoais. Sidônio disse que a estratégia é evitar encenações e privilegiar um debate com foco em temas práticos, citando ainda a decisão de poupar as cordas vocais do presidente — que cancelou uma entrevista esta semana — para chegar em condições ao confronto na noite de sexta-feira (23/10).
A adoção de verificações simultâneas por meios alternativos, além do portal G1 da Globo, aparece como resposta a atritos anteriores entre emissoras e campanhas e a pedidos da sociedade civil. Segundo a organização do debate, agências independentes também farão checagens em paralelo, o que amplia o escrutínio sobre declarações e eventuais informações falsas apresentadas por ambos os lados.
Do ponto de vista político, a antecipação das regras é uma tentativa de controlar o tom do evento e consolidar a narrativa do candidato governista como propositivo. Ao mesmo tempo, a rigidez sobre posicionamento físico e a checagem simultânea podem virar novo foco de disputas, caso alguma campanha questione a aplicação das normas ou a interpretação de declarações no calor do confronto, último antes da votação no domingo.