Silvia Abravanel vem sendo cotada como possível candidata a vice-presidente na chapa do ex-governador Ronaldo Caiado nas eleições deste ano, segundo a colunista Daniela Lima, do UOL. A apresentadora — que anunciou pré-candidatura a deputada federal por São Paulo e se filiou ao PSD há alguns meses — passou a ser mencionada por aliados de Caiado como um nome bem-vindo para compor a vaga.

A hipótese combina apelo de massa e cálculo eleitoral: além de ser mulher, Abravanel tem forte penetração nas classes C, D e E por sua trajetória no SBT, público que o grupo de Caiado avalia como estratégico. Parte da cúpula do PSD, porém, reclama da opção por um nome de perfil midiático e defende Gilberto Kassab, presidente do partido, como alternativa que preserva a coerência institucional. Há também quem proponha disputar sem coligações para manter a identidade do PSD.

A cotação expõe um dilema do partido: privilegiar alcance popular com figura reconhecida ou assegurar um formato de chapa alinhado ao núcleo partidário. Para Caiado, a escolha pode ampliar capilaridade eleitoral, mas também suscitar críticas sobre capacidade administrativa e trazer risco à construção de alianças com setores moderados. No PSD, a disputa sinaliza tensão entre estratégia de curto prazo e exigência de governabilidade.

Não há anúncio oficial; o movimento segue em fase de articulação. A menção a Abravanel serve de termômetro político: revela que setores do PSD buscam alternativas para ampliar competitividade, mas também que a definição do vice será decisiva para a narrativa e para as negociações que antecedem a campanha.