A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, em julgamento virtual encerrado nesta sexta-feira, manter a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília. Votaram pela manutenção André Mendonça, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido.

Também segue detido o advogado Daniel Monteiro, investigado no mesmo inquérito sobre o esquema do Banco Master. Gilmar Mendes, embora tenha votado pela manutenção da prisão de Costa, abriu divergência ao considerar que, até o momento, não há elementos para igualar a conduta de Monteiro à dos principais investigados, defendendo medidas cautelares alternativas.

A defesa de Costa informou que, com a decisão da Segunda Turma, passará a pedir a qualquer momento a transferência do preso para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, com o objetivo de viabilizar um acordo de colaboração premiada. Os advogados sustentam que a mudança facilitaria o contato com delegados e a apresentação de provas.

A investigação batizada de Operação Compliance Zero descreve um esquema para viabilizar R$ 12,2 bilhões em carteiras fictícias do Master ao BRB e aponta um ajuste de propina estimado em R$ 146,5 milhões, parcialmente em imóveis de alto padrão. A manutenção da prisão e a possível delação podem ampliar o alcance das apurações e acender alerta político sobre governança do banco e eventuais nomes citados nas negociações.