O Supremo Tribunal Federal emitiu nota oficial nesta quarta-feira negando a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. A manifestação foi divulgada depois que reportagens informaram sobre a presença de agentes da Polícia Federal na mansão atribuída ao parlamentar no Lago Sul, em Brasília.
A nota do STF surge no contexto imediato da fuga de Flávio do país. Após a eleição, o ministro Alexandre de Moraes proibiu o senador de deixar o Brasil e determinou a apreensão de seus passaportes diante do risco concreto de evasão, segundo relatório da PF. Apesar da proibição, o parlamentar deixou o território nacional por via terrestre e embarcou em seguida para os Estados Unidos, segundo relatos divulgados pela imprensa.
Os inquéritos em que Flávio é investigado continuam em tramitação no Supremo. No caso relatado por Alexandre de Moraes, o senador responde por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com conexões apontadas a parceiros como o advogado Willer Tomaz. Em outro procedimento, sob relatoria do ministro André Mendonça, investigam-se supostos pedidos de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, episódio ilustrado por mensagens e áudio cuja autoria Flávio reconheceu, mas que ele afirma tratar de captação lícita.
Além de corrigir uma informação específica sobre diligências policiais, a nota do STF expõe o clima de tensão e ruído em torno do caso. A confusão sobre uma suposta operação reforça a necessidade de clareza institucional em investigações de alto impacto político; ao mesmo tempo, a fuga do senador amplia o custo político e jurídico para a família do ex-presidente e complica a gestão das próprias apurações no Supremo.